terça-feira, 16 de novembro de 2010

Michael Jackson: O que esperar de álbum póstumo?

Eis o inevitável álbum póstumo do Rei do Pop Michael Jackson. Pouco depois de sua morte, foi anunciado que haveria muito material inédito que poderia ser lançado, mas a grande pergunta é a seguinte, será que as faixas inéditas são realmente interessantes?


 Eu posso estar enganado, mas tudo leva a crer que o primeiro álbum póstumo de Michael Jackson intitulado simplesmente 'Michael' será uma piada de mal gosto e um verdadeiro desrespeito ao legado do astro. Nada contra a álbuns póstumos, existe um bom exemplo como o 'Made in Heaven' do Queen. Mas 'Michael' tem tudo para virar um caça-níquel dos mais grotescos. Aliás, algumas das faixas nem são tão inéditas assim, como a já conhecida parceria de Jackson com o rapper Akon na horrorosa 'Hold my hand'. A Sony também foi acusada de farsa quando a faixa 'Breaking news' igualmente horrorosa foi colocada na net para audição, deixando claro que a canção  não era cantada por Michael, o que diminui ainda mais esse trabalho. O que esperar do restante das faixas, virão alguns possíveis hits? Duvido muito, e a parceria de Michael com  Wil.i.am do Black Eyed Peas que resultaria o novo álbum de Michael? Algumas delas estarão lá?


Minhas expectativas em torno de 'Michael' não são nada boas, na verdade são péssimas, a probabilidade desse álbum ser um grande fiasco é gigantesca. Mas vamos aguardar. 'Michael'' será lançado no dia 14 de Dezembro nas lojas, confira as faixas do álbum abaixo;



1. Hold My Hand (Duet with Akon)
2. Hollywood Tonight
3. Keep Your Head Up
4. (I Like) The Way You Love Me
5. Monster (Featuring 50 Cent)
6. Best Of Joy
7. Breaking News
8. (I Can t Make It) Another Day (Featuring Lenny Kravitz)
9. Behind The Mask
10. Much Too Soon

A-ha: Show de despedida ganhará DVD

Bom, a essas alturas você já deve saber que a banda A-ha vai encerrar suas atividades. A boa nova é que o show de despedida será filmado e num futuro próximo será lançado em DVD, possivelmente em Blu-ray também. Uma boa maneira para se despedir dos fãs, visto que 'Foot of the Mountain' foi um bom disco e o repertório da banda está mais do que satisfatório. Em breve mais novidades.

domingo, 24 de outubro de 2010

Review: Atividade Paranormal 2

Esse texto podem conter detalhes da história que podem estragar algumas surpresas. Se não assistiu ao filme e não quer sabe de spoiler passe batido por esse review


'Atividade Paranormal' foi uma dos maiores surpresas e um grande sucesso que assombrou o ano de 2009. O hype em cima da produção foi monumental. E claro, tudo que é muito exposto cria-se uma expectativa fora do comum, e logicamente dividiu opiniões, uns gostaram e outros acharam uma verdadeira piada. Eu gostei e muito, apesar das semelhanças com 'A Bruxa de Blair'. E curti bastante pois optei por ficar alheio a todo hype e simplesmente fui ver o que era. Não era nenhuma obra prima, pois existia vários momentos em que nada acontecia, o que nos fazia perguntar: "O que diabos isso tem de assustador?". Mas a construção gradual da história de um casal (Katie e Mica) com uma câmera caseira bem tosca foi o que deu um certo realismo a história e sua conclusão foi mais do que assustadora. O filme custou míseros 11 mil dólares e rendeu mundialmente mais de 193 milhões de dólares. O sucesso foi gigantesco e um novo final foi criado, assim como várias paródias. 


Para Hollywood sucesso grandioso significa uma coisa: seqüencia, e como geralmente acontece, continuações de um filme de horror sempre aparecem para faturar uma graninha a mais e a qualidade que vai as favas. Claro que existiu um esforço para que 'Atividade Paranormal 2' fosse acima da média, aliás, trata-se de um bom filme, mas para quem não gostou do primeiro Atividade, vai continuar não gostando, pois a premissa é praticamente a mesma, sem muita ousadia. Aliás, ousadia foi o que estragou 'A Bruxa de Blair 2'. Oren Peli, diretor do primeiro, volta no segundo apenas como produtor, passando a direção para o também desconhecido Todd Williams. O esquema de Atividade Paranormal 2 é o mesmo que o primeiro, câmeras toscas mas nem tanto, sem créditos iniciais nem nada, o filme começa do nada. Acho que a maioria dos que estavam no cinema nem perceberam os minutos iniciais do filme até perceberem que estávamos dentro do mundo das entidades diabólicas novamente.


A história nos joga diretamente com a família de Kristi Rey, trazendo Hunter, seu recém nascido filho. Assim como o primeiro temos várias cenas em que nada acontece, numa estratégia de trabalhar mais os personagens, mas acaba sendo mais do que o combinado, o que dá um certo tédio. É aquele mesmo esquema: #Night 1, #Night 2.....Sendo que algumas poderiam muito bem ter aquele flashfoward que de vez em quando acontece. A história fica interessante como nos damos conta que Kristi Rey é irmã de Katie do primeiro filme, que reaparece novamente na produção junto com o seu namorado Mica com os mesmo atores, mas desta como meros coadjuvantes. Achei interessante, pois achei que a história seria independente e não haveriam elos com o primeiro Atividade, mas existem, já que a história se passa 6 meses antes da entidade aterrorizar a vida do casal Katie e Mica.


Os bons momentos fazem parte de 'Atividade Paranormal 2', o suficiente para garotinhas histéricas gritarem como loucas nos assustando mais do que as cenas em si. Nota-se que os generosos 3 milhões investidos tornaram Atividade 2 não tanto amador e desta vez as câmeras estão espalhadas pela casa inteira. O filme tem praticamente dois finais, o primeiro bastante caótico, mas sem tanto impacto, pois fica claro que a cena foi sugada de REC, a segunda? Bom, muitos estão dizendo por aí que foi tosco, mas eu até gostei e nos deixa curioso por um terceiro 'Atividade Paranormal', o que deve acontecer, se o resultado nas bilheterias continuar rentável como no primeiro. 'Atividade Paranormal 2' cumpre seu dever novamente, o terror construído gradualmente acerta quase em cheio novamente, mas peca pela falta de ousadia, da preguiça ou medo dos produtores de fazer algo um pouco diferente, já que a Bruxa de Blair 2 está aí para provar que nem sempre uma mudança pode ser sinônimo de qualidade.


No entanto, o filme deve agradar apenas os que gostaram bastante do primeiro, os detratores podem continuar longe, pois trata-se de um mais do mesmo.

sábado, 23 de outubro de 2010

CD Review: Santana - Guitar Heaven The Greatest Guitar Classics Of All Time

Ufa, Santana voltou ao rock em bom estilo, já estava me estressando com tantos trabalhos irregulares e ver um talento sendo desperdiçado. Não, não, Guitar Heaven não é nenhuma obra prima que um dia será comparada a um 'Abraxas' da vida, nem músicas próprias tem, já que a parada aqui é homenagear grandes nomes do Rock'n Roll. Não me levem a mal, acho o 'Supernatural' um puta disco, maravilhoso do início ao fim, não sou  do tipo radical que só cita os clássicos e rejeita os trabalhos mais recentes do artista por serem pop's demais. 


Como torcer nariz para canções como: 'Love of My life' com Dave Mathews ou até mesmo o mega-sucesso de 'Smooth'. Algumas composições de Supernatural podem não ter sido memoráveis, mas é inegável que Santana está ligado no que acontece na música atual, mas sem nunca esquecer as boas pérolas do passado. No entanto a partir de 'Shaman' seus trabalhos começaram a ficar irregulares, e o formato de 'Supernatural' começou a ficar saturado. Esse Guitar Heaven traz Santana mais roqueiro do que nunca. De cara já temos 'Whole lotta love do Led Zeppelin' com Chris Cornell arrebentando nos vocais. Scott Weiland está brilhante em 'Cant you hear me knocking', clássico dos Stones da época de Sticky Fingers. Porém Santana comete o deslize de chamar o rapper Nas numa versão pífia de 'Back in black' do AC/DC, causando indignação nos fãs de Angus Young e cia. Mas esse deslize é perdoado com 'While my guitar gently weeps', com a voz delicada de India.Arie, numa versão que deixaria George Harrison orgulhoso. 'Riders on the storm', clássico dos Doors ficou estranha, perdeu o clima soturno da original, apesar de contar com o tecladista Ray Manzareck nos teclados.


Rob Thomas retoma a parceria com Santana e tenta repetir 'Smooth' com 'Sunshine of your love', do Cream. Uma boa versão, mas sem o mesmo impacto. Fora isso, tem Pat Monahan do Train numa digna homenagem ao Van Halen em 'Dance the night away', Jacoby Shaddix do Papa Roach arrebentando 'Smoke on the Water' e mais um deslize, o jogador de futebol Andy Vargas numa interpretação bem fraquinha de 'Under the bridge' do Red Hot Chilli Peppers. Ainda não é o grande disco que estava esperando, mas Guitar Heaven traz bons rocks e relembrar clássicos com Santana na guitarra não é nada mal.

DVD Lançamentos: A Hora do Pesadelo

Já está nas locadoras e nas lojas o DVD de 'A Hora do Pesadelo', remake do clássico de 1984 dirigido por Wes Craven. O remake é claro que gerou discórdia nos fãs do antigo e o visual mais realista de Freddy Krueger também deram alguns pesadelos nos fãs. No entanto o saldo foi positivo nas bilheterias e a seqüência já está encaminhada e em 3D. O que eu achei? Um bom remake, assim como o de Sexta-Feira 13, que foi produzido pela mesma Platinum Dunes. 


Poderia ser melhor? Sempre poderia, mas algo que os fãs mais radicais não comentaram foi o fato de a franquia retornar mais sombria do que nunca e sem a presença daquele Freddy engraçadinho que também atormentou os fãs de algumas seqüências descartáveis. Enfim, eu comprei o DVD como um bom fã, sem comparações com o filme de Craven ele até se destaca como um bom filme de terror e só pelo fato de ter um dos vilões mais icônicos do cinema (junto com o Jason) já é bastante divertido.


Extras: Apenas um modesto documentário chamado: "Freddy Krueger renasce" com cenas de bastidores com entrevista com elenco e produção.


Se você ainda não viu dê um chance e alugue-o. Leia meu review completo de 'A Hora do Pesadelo'.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Review DVD: Garotos Perdidos 3: A Sede

Atenção aos fãs nostálgicos e para os curiosos que querem assistir Garotos Perdidos 3. Essa análise pode conter alguns spoilers que podem estragar algumas surpresas. Se não gosta de ter uma surpresa revelada pare de ler por aqui...


Que alívio foi assistir 'Garotos Perdidos 3: A Sede (The Los Boyst: The Thirst, 2010), sinceramente, em tempos de Crepúsculo poder ver e um bom filme de vampiro como deve ser (pelo menos para um nostálgico como eu) foi um grande alívio, que saudades dos filmes de terror adolescente dos anos 80, são tempos que não voltam mais. Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987) marcou pela boa dose de horror, humor, rock'n roll e por personagens carismáticos e divertidos. Corey Feldman (Edgar Frog) e seu xará Corey Haim (Sam) foram os protagonistas da história, sem esquecer é claro, do irmão de Edgar, Alan Frog, formando então os irmãos Frog, os mais fodões e implacáveis que junto com Sam destruiriam uma horda de sugadores de sangue.



Garotos Perdidos 1 fez bastante sucesso, dirigido por Joel Schumacher, bem antes de arruinar a franquia do Batman. Apesar do sucesso, uma inevitável continuação demorou bastante para acontecer, mas aconteceu, porém uma série de novidades desagradáveis foram desanimando os fãs. O primeiro é que 'Garotos 2' não iria para tela grande, viria diretamente para DVD, outra triste constatação foi ter colocado Edgar Frog como um mero coadjuvante, mas ainda novamente interpretado por Corey Feldman. O resultado foi 'Garotos Perdidos: A Tribo', dirigido pelo fraco  PJ.Pesce, que tem no currículo, o tenebroso 'Um Drink no Inferno 3'. A espera por uma continuação de Garotos Perdidos terminou, mas ficou um gosto amargo, desagradando boa parte de seus fãs, inclusive eu.




O único vínculo que os fãs do primeiro tiveram com o segundo foi mesmo Feldman como um coadjuvante. O irmão de Edgar, Alan, chegou a participar do filme, mas suas cenas foram deletadas. Enquanto a Corey Haim, participou apenas nos minutos finais do filme, já transformado em vampiro, não se sabe como ele transformou, nada é explicado. Depois desses problemas, era certo que 'Garotos 3' acontecesse e Corey Feldman deu boas notícias sobre a produção do terceiro. A primeira é que voltaria a ser o protagonista, e seu amigo Sam poderia ter uma participação novamente como Sam. Lamentavelmente o ator Corey Haim faleceu em Março, pouco antes do início das filmagens do terceiro filme. Para a direção, o cargo ficou para o desconhecido Dario Piana. E então começamos o review de 'Garotos Perdidos: A Sede', que seguiu o mesmo destino de 'A Tribo' e veio direto para DVD. Mas dessa vez eles fizeram de novo e deixaram um fã nostálgico bastante feliz.





Tudo o que não fizeram em 'Garotos Perdidos: A Tribo', eles fizeram em 'A Sede', já disponível em DVD no Brasil, então procure na sua locadora ou nas lojas, porque vale bastante a pena. A trama é simples claro. Uma escritora Gwen Lieber (Tanit Phoenix, gostosíssima) perdeu seu irmão e acredita que ele foi capturado por vampiros. Ela recorre a Edgar Frog para que ele a ajude a procurá-lo. Edgar reluta, mas no final para a alegria de todos, ele aceita, cheio de exigências e acaba virando um Rambo novamente, sim ele coloca novamente a faixa vermelha na testa e pronto para chutar bundas de vampiros novamente. Desta vez temos de volta Alan Frog, irmão de Edgar e sim, o mesmo Jamison Newlander o interpreta. 




Antes do resgate, Edgar pede ajuda a seu irmão, pois acredita que dessa vez enfrentarão um
vampirão-mor. Alan é agora um deles, mas segura e se alimenta de animais e se recusa a ir
com Edgar resgatar o rapaz. A partir daí começa tudo que se espera de um filme de Garotos
Perdidos e a 'Sede' não decepciona. Tem ação, tem horror, um dose considerável de gore, vampiras
gostosonas assim como heroínas gostosonas. Como já citei, a escritora Gwen Lieber, transforma-se
numa espécie de Lara Croft, pelo menos visualmente dizendo. Edgar ainda tem a companhia de Zoe 
(Casey B.Dolan) que entra junto como caçadora de vampiros pra lá de engraçadinha e como um par
quase romântico de Edgar.




Além das matanças, das gostosas e do humor, Garotos Perdidos 3 também tem tempo para homenagens.
Corey Haim é lembrado em alguns flashbacks do primeiro filme e também por Edgar Frog, que vai visitar
o túmulo do agora falecido amigo Sam. 'Garotos Perdidos 3: A Sede' talvez seja a sequência que os fãs
estavam esperando, os erros do segundo filme são corrigidos e nos deixa curioso com 'Garotos 4', o fim deixa
claro que teremos mais uma sequência. Espero que sim. Recomendo esse filme mais para os fãs antigos
do que jovens curiosos, que podem até gostar, mas podem não sacar as boas referências que podemos ver
ao primeiro filme. Quem procura extras achará um documentário pra lá de delicioso com Charisma
Carpeter que se chama 'A arte da sedução', com depoimentos de Corey Feldman e outros.

















































segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pânico 4: Trailer cai na rede

A premiação de Scream Awards também presenteou os fãs do horror com o primeiro trailer do esperado 'Pânico 4'. A qualidade não está lá essas coisas, mas mata um pouco a curiosidade do que está por vir. Enfim, assista logo, antes que tirem do ar.
















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Renato Cunha 28 anos Propósito do blog: Mais um veículo dedicado ao mundo pop. Com minhas próprias palavras colocarei o que penso sobre a arte em geral. E-mail: renatornc@hotmail.com