terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Review CD: Jamiroquai - Rock Dust Light Star


Depois de alguns anos e discos irregulares depois, o Jamiroquai volta com um álbum de inéditas, o primeiro desde o fraco ‘Dynamite’ de 2005. Desde então o líder e vocalista Jay Kay ficou confuso em relação o que fazer. Já declarou estar de saco cheio de tudo e anunciou que a banda havia acabado. Depois voltou atrás e disse que era apenas uma mal entendido. 

Os anos se passaram e parecia mesmo que o Jamiroquai havia chego a um melancólico fim. No começo desse ano Jay Kay anunciou uma nova turnê e o álbum de inéditas já estava tramado e enfim foi lançado. ‘Rock Dust Light Star’ é muito melhor que os discos que a banda estava lançando ultimamente, e até ameaça voltar ao passado de glórias de ‘Emergency on planet earth’, mas não se apega unicamente a ele. 

O primeiro single foi a estupenda ‘White Knuckle ride’, um pop dançante com baixo funkeado, ótima. A boa qualidade prevalece em 'Smoke and mirrors' e continua em 'All good in the hood' até cair na irregular 'Hurtin'. A baladinha 'Blue Skies' é boazinha, mas nada memorável. O clima no álbum volta a aquecer com 'She's a fast persuader', com sua letra sacaninha e sonoridade impecável está entre as melhores faixas de 'Rock Dust...'. Para os puristas que passaram a rejeitar o trabalho de Jay Kay e cia quando passaram a flertar com a eletrônica, recomendo a dar uma conferida nesse novo trabalho do Jamiro, que se não é uma obra-prima, é um álbum muito bom, o melhor desde 'Traveling Whithout moving' na minha opinião.

Nota: 8,0

Review CD: Bryan Ferry - Olympia

A bela capa de 'Olympia' com Kate Moss mostra que Bryan Ferry ainda tem um belíssimo gosto por mulheres, que tanto enfeitaram os clipes de suas belas canções antigas como: "Slave to love" ou "Don't stop the dance". O estilo chique de Ferry retorna em 'Olympia', álbum que é considerado o melhor desde Boys and Girls. De fato, o eterno Roxy Music fez um  trabalho coeso, bastante variado e rodeado de bons artistas. 


David Gilmour, Nile Rogers, Jonny Greenwood e a Groove Armada, que brilha em 'Shameless', cujo clipe é bom lembrar, é cheio de belas modelos. Fora isso, destacam-se 'You can dance', 'Alphaville', 'Song to the siren' de Tim Buckley, só confirma que Ferry continua deixando covers como se fossem suas próprias canções...Lembram de 'I Put i spell on you?' ou 'Jealous Guy'? Quem espera algo de Roxy Music, o álbum traz parte da banda o disco todo, pelo menos com Brian Eno e Phil Manzarena, cuja presença está no disco inteiro e já deixa o fã todo esperançoso por um retorno da Roxy. Caso isso demore a acontecer, Olympia já ajuda bastante como um belo de uma aperitivo, seja pela qualidade das canções e das participações que fazem toda a diferença.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Review Game: Splatterhouse (Xbox 360)


Que saudades dos bons e velhos beat’n up que fizeram história nos arcades e nos consoles de 16 bits nos anos 90. Entre vários games do gênero que causaram frenesi devido a forte violência foi o clássico ‘Splatterhouse’, que estreou nos árcades em 1988. Na história trazia o jovem Rick Taylor, que depois de entrar numa mansão a procura pelo seu professor, acaba tendo sua namorada Jennifer Willis seqüestrada. Como um jovem franzino, Rick não tem chances contra criaturas sanguinárias que habitam essa mansão dos infernos.

Então uma máscara que saiu sabe lá de onde aparece e oferece ajuda a Rick, que se ele a puser em seu rosto ela o ajudará a salvar Jennifer e até que ela fica confortável em seus braços, Rick terá que ficar com a máscara incômoda. Ao colocar a máscara mágica, Rick transforma-se num verdadeiro Hulk, começando então sua jornada sangrenta. O jogo fez sucesso e sua violência extrema fez com que começasse a censura nos games. Em 1991, a série foi parar nos consoles, ‘Splatterhouse 2’ e ‘Splatterhouse 3’ continuaram a tour pela mansão maldita e muito sangue jorrou no Mega Drive. Mas pararam por aí, nunca mais tivemos notícias de um novo game de Splatterhouse e Rick e sua máscara (bastante semelhante a do Jason) repousaram por um bom tempo.



É fato que são raríssimos os jogos de 16 bits que retornam na geração atual que sejam interessantes. Desastres apareceram, coisas do tipo ‘Project Altered Beast’ para o Playstation 2 e ‘Golden Axe: Beast Rider’ para Xbox 360 que feriram o legado de franquias consagradas, uma pena. Mas tem um bom exemplo de uma franquia antiga que voltou com estilo, que é o caso de Prince of Persia, ganhando uma versão para o Playstation 2 e boas seqüências vieram, até a geração atual ganhou alguns jogos do príncipe. Para o Xbox Live tivemos ainda as releituras de ‘Turtles in time: Re-sheled’ e do primeiro game, que alguns não gostaram. Eis então que chegamos ao remake de ‘Splatterhouse’, ou como nos filmes, prefiro dizer que é uma reimaginação, já que o game é em 3D, apesar de alguns momentos em 2D. O que dizer do novo Splatter...Bom? Puta que pariu, é bom pra porra, nunca me diverti tanto em um game. Quem espera referências elas estão todas lá, como eu disse, há momentos em 2D e aqueles momentos de pular de um barranco para o outro e de espinhas que vem do chão nos matam as saudades dos velhos tempos. A história é a mesma, só que com algumas tiradas mais hilárias. A máscara, que sempre tive curiosidade para saber sua voz, aqui fala pelos cotovelos e enche o game com piadinhas infames que acabam sendo bem divertidas. A trilha, que eu suspeitava que seria apenas com bandas de metal, acabou virando uma mescla entra climas com sons sinistros e quando o pau come então começa as bandas de metais, colocando mais adrenalina na carnificina. 


Outro detalhe é Jennifer, a namoradinha do Rick, antes parecia um anjo ou um espírito, sei lá. Na versão Xbox 360 (também para Playstation 3) a adorável Jennifer é uma gostosona peituda e quando é seqüestrada pelo maléfico (e desbocado) professor Henry West grita pelos cotovelos, até a aproximada de câmera a lá ‘Massacre da serra elétrica’ está presente. O sistema de combate é bem semelhante ao ‘Enslaved’, também da Namco, só que ao invés de um bastão, você desce o cacete com o próprio punho mesmo e puutz, a porradaria é geral, tem tanto sangue que chega espirrar na tela. É possível agarrar e jogar os inimigos no chão fazendo-os estourar e também a possibilidade de fazer um fatality, onde você pode arrancar braços ou até parte do corpo dos bichos, também é possível jogar os inimigos na tela com golpes. Armas podem ser coletadas, uma bazuca também faz parte e o melhor, a serra elétrica, que causa danos consideráveis nos inimigos, transformando Splatterhouse numa verdadeira carnificina, deixando a trilogia original com cara de jogos de Sonic...Aliás, falando nos jogos clássicos, um grande presente para os puristas, todos os três podem ser desbloqueados conforme você avança no game. 


Entre os extras, ainda podemos desbloquear cenários novos no ‘Survival Arena’ e o mais interessante, coletar fotos íntimas de Jennifer (sim, com peitos à mostra e tudo). Splatterhouse é isso, um verdadeiro Thrash no melhor sentido da palavra, um quase terrir desprentecioso que diverte do primeiro ao último inimigo derrubado. Alguns poderão achar a ação um pouco repetitiva, mas para quem procura se desestressar, Splatterhouse é o seu game.Curiosamente, Splatterhouse não agradou os principais sites relacionados a jogos como o IGN e o Gamespot, ambos deram a nota 4,5. Acho que o motivo da nota é porque não existe um modo multiplayer, que deixa tantos críticos excitados. Fica a dica para os produtores da Namco, se houver um Splatter...2 e quiserem agradar aos críticos chatos de plantão, coloquem um sistema online para deixar esses caras mais felizes e serem mais generosos na nota e deixar o mimimi de lado. Mas para fãs e para quem procura uma dose de sangue e diversão, corra atrás e jogue Splatterhouse.

 Lógico, o game não é perfeito de jeito maneiro, alguns momentos a jogabilidade traz alguma falha, a história não é fantástica, mas é bem conduzida, porém os gráficos surpreenderam, não que sejam de última geração, mas eles são bons e ficaram acima do que eu esperava. Mais um belo trabalho Namco, que venham mais aventuras sangrentas de Rick e sua tagarela máscara. O fim dá espaço para um novo game, tomara.

Nota:  8,5





















Tomb Raider: Novo game enfim anunciado oficialmente

É fato que os jogos de Lara Croft estava precisando de uma mudança radical. Os últimos jogos não chegaram a ser ruins, mas estavam ficando bem monótonos. A onda de boatos em relação a um reboot da série não pararam e enfim temos um anuncio oficial da própria Square Enix. De fato será mesmo um reboot como já havia sido especulado anteriormente. O game se chamará apenas 'Tomb Raider', sem nenhum subtítulo ou um begins, nadinha. 


Em entrevista, o presidente da Square Enix, Darrell Gallagher disse para esquecer tudo que sabemos sobre Lara Croft. No novo jogo, Lara bem mais jovem, é ainda inexperiente e terá de lutar como uma mulher comum para sobreviver para permanecer viva. A foto divulgada (acima) é da GameInformer, que dedicará 10 páginas sobre 'Tomb Raider' e estará disponível em Janeiro. Aguardem mais novidades do esperado novo game de Lara.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Review DVD: When You're Strange - A film about The Doors

Já estava demorando um documentário digno que passasse a limpo a trajetória de Jim Morrison e The Doors com fidelidade, claro, as belas biografias seguraram bastante a onda,  mas a banda merecia um arquivo de imagens mais amplo onde colocaríamos exatamente quando tudo começou, do sucesso a decadência da banda, até mesmo detalhes dos agitados tempos que foram os anos 60. O cineasta Oliver Stone, que esteve na guerra do Vietnã dirigiu um filme sobre os Doors em 1991, com Val Kilmer incorporando Morrison. 


O resultado foi  frustrante, já que Stone insistiu em focar Morrison apenas como um bêbado e drogado, diminuindo o poeta e o misterioso cantor. Com este  'When You're Strange', o fã finalmente tem a oportunidade de conhecer um pouco mais a fundo o legado de Morrison, Robby Krieger, John Densmore e Ray Manzareck. Sem o tom formal de documentário com depoimentos de membros da banda, o filme traz imagens raras dos Doors, cenas de shows e o ator Johnny Depp narrando cada detalhe da história , e sim, os famosos escândalos estão lá, o polêmico show em Miami até sua morte em 1971, aos 27 anos.


Entre imagens e narrações, nos deparamos também com um filme feito por Jim Morrison, chamado 'The Highway', umm cult sobre umm assassino da estrada. Para os fãs é um verdadeiro deleite, um documentário respeitoso mostra o verdadeiro Jim Morrison  à tona, só com isso, When You're Strange já merece ser conferido. 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Splatterhouse: Veja vídeo sobre a trilha do novo game

O reboot de 'Splatterhouse' está chegando e novos vídeos estão chegando. Um deles bem legal fala sobre a trilha do game, uma mistura de sinistro com bandas de metal. Confira abaixo cenas do game e a comentada trilha.

















Splatterhouse estará disponível para Xbox 360 e Playstation 3 em 26 de Novembro..



Novo Tomb Raider será anunciado em breve

Segundo a Game Informer, o misterioso e esperado novo game de 'Tomb Raider' será anunciado em duas semanas, graças a um vago teaser onde diz: 'Nasce um sobrevivente'. Até mesmo um site já está disponível, sem muito detalhes é claro, mas se quiser ver vá em; http://asurvivorisborn.com/.


O novo game de Lara Croft está sendo visto como um 'reboot', ou seja um reinício da série, sendo um game mais sombrio. Qualquer novidade já sabem, Ocean na cabeça rsrs.

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Renato Cunha 28 anos Propósito do blog: Mais um veículo dedicado ao mundo pop. Com minhas próprias palavras colocarei o que penso sobre a arte em geral. E-mail: renatornc@hotmail.com