Agora sim, posso falar o que achei, do talvez, o game mais esperado de 2013, que já está nas mãos de todos os gamers que o esperaram, o apreciaram e tal. A essas alturas, a maioria se não jogou, já sabe tratar-se mesmo de um jogo incrível, divertido, onde a jornada de Lara Croft ganhou seu 'Begins', as notas acima da média que o digam. Mas falarei por partes, dos games antigos, do seu ápice, de suas falhas, sua primeira ressurreição nos games, até chegarmos a esse 'reboot', que está agradando até mesmo aqueles que não tinham muita paciência com os games de Lara Croft.
Eu nunca fui muito fã dos jogos clássicos, aqueles quadradões, cujo os gráficos feiosinhos já não empolgam mais. Mas para a época foram revolucionários e Lara Croft logo transformou-se à musa dos games. Continuações vieram aos montes, e o sucesso era avassalador a cada game lançado. Tudo chamava a atenção, as movimentações, estilo novo de jogabilidade. Sucesso no PC e no Playstation One, a série 'Tomb Raider' começou a dar sinais de desgaste quando chegou na geração seguinte. 'Tomb Raider: Angel of Darkness' (para PC e Playstation 2) foi massacrado pela crítica e pelos seus fãs, as aventuras de Lara Croft são vistas como coisas do passado.
No entanto, a redenção viria com os seguintes capítulos: 'Legend', 'Anniversary' e 'Underworld' para a atual geração. Todos trouxeram de volta as aventuras de Lara Croft como eram, coesas e divertidas e uma Lara Croft ainda mais sofisticada (se é que me entendem). Os games foram bem, as críticas foram generosas, mas faltavam novidades. Muitos games já haviam sido lançados, e as novidades inseridas não eram suficientes, as vendas declinavam ainda mais, deixando Lara como coadjuvantes nos games. A franquia precisava de uma mudança radical, algo que trouxesse de volta os velhos jogadores e arrebatar aqueles que faltavam.
Os primeiros anúncios que um reboot, dizia-se por aí tratar-se de um Survivor Horror, gênero quase instinto na atual geração. Mas aos poucos vieram novidades, e o melhor confirmou-se na E3 de 2011, com um fantástico teaser, fomos apresentados a uma Lara Croft muito mais jovem e inexperiente, a bordo de um navio, que misteriosamente naufraga em uma ilha desconhecida. Maiores informações começaram a pipocar nas nets da vida, e a cada aparição e trailers, mais esperanças eram depositadas no novo game da série, que agora passou a chamar-se simplesmente 'Tomb Raider', nada de 'Lara Croft's Tomb Raider', já que a principal crítica aos últimos jogos, sejam pelo fato de Lara Croft ficar mais conhecida que o próprio game. Falando em Lara, quantas mudanças. Adeus aos shortinhos, aos seios volumosos ou ao seu sarcasmo e aquela postura de heroína intocável e indestrutível. A nova Lara é muito mais humana, a começar pelo seu rosto, nada de carinha de boneca de cera, a nova Croft tem um rosto de menina mesmo, real. Além do realismo em sua feição, a agora jovem protagonista é insegura, chora, sua e enfrenta muitas dificuldades. Os produtores do game declararam que 'Tomb Raider' era inspirado em 'Cassino Royale' e 'Batman Begins', já se tratava da primeira aventura de Lara Croft.
Lançado em 05 de Março, 'Tomb Raider' prometeu e cumpriu, sucesso de crítica e público. As notas acima da média foram o suficientes para atrair o grande público. Em dois dias, 'Tomb Raider' vendeu 1 milhão de cópias, superando facilmente o antecessor, que precisou de um mês para chegar a esse mesmo número. Claro, que a boa campanha de marketing, o hype o ajudaram a alavancar, mas a curiosidade era mesmo grande.
Eu o peguei, joguei e agora vamos ao que interessa. 'Tomb Raider' é mesmo tudo isso que estão dizendo? A resposta é SIM, com certeza trata-se de um game grandioso e fantástico, capaz de agradar a todos. Talvez agradar a todos seja sua pequena ressalva, deixando o game com um desafio mais reduzido, o obrigando a colocar em 'Hard', para experimentar um desafio mais elevado. É fato, que os games anteriores eram realmente desafiadores, os controles não eram exatamente precisos, e os eternos problemas de câmera, que foram verdadeiros pesadelos em 'Underworld', tornavam a jogatina mais complicada. Os puzzles eram sempre muito cabeludos, desagradavam a muitos, mas agradaram aqueles que adoravam passar horas tentando solucioná-lo. Os tempos mudaram, os gamers mudaram, o foco na ação é uma fonte mais fácil para alavancar as vendas de um produto. Em 'Tomb Raider', todos os problemas que judiavam do jogador nos games antigos foram resolvidos. Pular de um barranco para o outro dificilmente o levará a morte, como era bastante provável que acontecesse anteriormente. Os puzzles existem, mas são muito fáceis de serem solucionados, o que agrada os impacientes e desagrada os fãs mais radicais. Mas não se engane, nem tudo é tão fácil assim, o combate, antes visto quase como figurante na franquia, tem aqui um espaço muito maior e desta vez extremamente empolgante e satisfatório. Os inimigos possuem um inteligência artificial muito bem elaborada, por isso dificilmente você ficará abaixado num lugar esperando que inimigo pare de atirar. O desafio existe, mas nada cabeludo que faça o jogador irritado a ponto de largar tudo. Os produtores até parecem ter se esforçado ao máximo para agradar a todos, e conseguiram.
Os cenários são outro ponto forte do game, lindos e impressionantes, mostram que a essa geração ainda pode nos surpreender e muito. A jogabilidade, felizmente podemos dizer que também é outro ponto que nos agrada e muito. Podemos usar arco e flecha, escopeta, metralhadoras e sempre atualizá-las para surpreender nossos inimigos. A voz de Lara, que desta vez é feita pela atriz Camilla Luddington (Californication) é mais um ponto positivo para o game. A atriz consegue passar para a jovem Lara a emoção que se espera, e um ar de juventude de uma pessoa que, aos 21 anos está perdida e precisa se virar para sobreviver nesta ilha hostil. Mas de uma pessoa com poucos recursos, logo nos deparamos com uma pessoa renovada, que parece determinada e superar o Rambo de qualquer maneira, chacinando sem dó seus inimigos com as armas que possui. Tudo é muito cinematográfico em 'Tomb Raider', sem tirar nossa diversão de caçar, mandar bala, correr, escapar de incêndios e muito mais.
Com a sua conclusão, fica aquele gostinho de quero mais. Não cheguei a jogar a polêmica versão Multplayer, visto para muitos como uma opção desnecessária. É fato, que a inclusão do mesmo é uma estratégia mercadológica, visto que estamos diante de um game focado no singleplayer.
Embarque nessa viagem, 'Tomb Raider' veio para ficar, divertido e violento, a mais nova aventura de Lara Croft é impressionante em todos os aspectos. Suas pequenas e insignificantes ressalvas não diminuem nem um pouco a diversão. Futuro clássico.
Nota: 9,5
domingo, 24 de março de 2013
sábado, 23 de março de 2013
Classic Review: Pink Floyd - The Dark Side of The Moon
Há 40 anos atrás, 'The Dark Side of The Moon chegava às lojas do mundo inteiro. Onde viria a ser um dos álbuns mais importantes do século 20, que iria bater todos os recordes, vender milhões de cópias e, mesmo 40 anos depois, sendo uma obra consistente até os dias de hoje, sendo capaz de influenciar novas gerações de bandas. Claro que, igualar com a clássica obra do Pink Floyd ninguém ainda conseguiu e provavelmente não o conseguirá. Mas é fato que o Floyd conseguiu igualar-se com a obra mais importante e cultuada dos Beatles, 'Sgt.Peppers Lonely Hearts Club Band', mesmo que na mídia não se fale muito disso. Mas isso é papo para outro review e para outra hora.
'Dark Side of the Moon' foi mesmo muito celebrado, de vários formas possíveis, livros, documentários, inúmeros relançamentos e até mesmo uma versão ao vivo integral, onde os remanescentes o fizeram na turnê 'Division Bell', rendendo o álbum ao vivo duplo 'P.U.L.S.E.', então para um amante dos bons sons, para aquele que se diz apreciador de rock'n roll, é inadmissível não ter ouvido pelo menos 'Dark Side of the Moon'.
Todo mundo conhece as historias, do tema do álbum, capaz de render um debate bastante extenso e produtivo. 'DSMO' foi o álbum que colocou Roger Waters (baixo/vocal) como a principal mente do Pink Floyd, já que boa parte das ideias fantásticas vieram do mesmo. Mas musicalmente falando, David Gilmour com sua voz e seu talento inquestionável na guitarra é que fazem tudo ter sentido. Citar música por música é uma grande bobeira, já que todas (ou tudo seria uma só música?) são peças fundamentais do álbum. A escolha de 'Money' como single, foi para o simples fato do álbum ser mesmo descoberto, já que ele não foi feito para um fácil consumo, ou alguém que o ouviu sentiu vontade de sair por aí dançando?
Fãs, a crítica em geral louvam o trabalho de Waters e Gilmour e nem sempre se lembram de Richard Wright, o homem por trás talvez do momento mais intenso de toda obra, 'The Great gig in the sky'. Acho que só por compor algo tão fabuloso, Wright merecia ter o mesmo reconhecimento. Como não se lembrar de sua contribuição em 'Us & Them'? Me arrisco a dizer que, sem os teclados de Wright, provável que 'Dark Side...' não fosse assim tão fantástico como foi. Até mesmo o discreto baterista Nick Mason não passa batido com suas pequenas, mas significativas contribuições.
'The Dark Side of The Moon' apesar de ser um álbum simples, é ao mesmo tempo complexo em seus temas. É possível cantar junto cada música, emocionar-se com com cada momento vocal, instrumental. 'DSMO' foi o responsável por tornar o Rock Progressivo mais palatável ao grande público, foi o que tornou o gênero popular. Os seus temas, se você ainda não sabe, fala basicamente sobre nós, seres humanos, que podemos ter uma ambição cega (Money) ou viver em desespero, já que o tempo pode ser nosso maior inimigo. Claro que o álbum além de passear por temas que passamos em nossos cotidianos, 'DSMO' relembra o líder atormentado Syd Barrett, que iria ganhar uma homenagem mais clara em 'Shine On Oy Crazy Diamond' e 'Wish You Were Here'. Mas Barrett está em 'Brain Damage', onde o Pink Floyd reflete sobre o estado mental de seu ex-líder.
A icônica capa com o prisma e o arco-íris feita por Storm Thorgerson não poderia passar em branco, quarenta anos depois, essa capa enigmática ainda nos fascina e nos faz lembrar que devemos ouvir este álbum novamente. Foram mais de 40 milhões de cópias vendidas, não sei quantas semanas nas paradas de sucesso, isso sem mencionar o frenesi nacional que causou, depois que foi anunciado que poderíamos ouvir o álbum como trilha sonora do filme 'O Mágico de Oz', algo que nunca ficou muito claro para mim, mas enfim, vale pela curiosidade.
Tão importante quanto 'Sgt.Peppers...' ou qualquer álbum dos Beatles, 'The Dark Side of The Moon' segue sendo a obra mais completa do Pink Floyd, quando ainda eram uma democracia, álbuns incríveis viriam após, mas 'Dark Side...' continua sendo supremo em todos os termos, tanto em sua qualidade, em engenharia e pelo fato de ainda ser tão consistente. Se ainda não ouviu, faça um favor, corrija esse erro grotesco, e se deixe levar para o lado escuro da lua.
Nota: 10/10
'Dark Side of the Moon' foi mesmo muito celebrado, de vários formas possíveis, livros, documentários, inúmeros relançamentos e até mesmo uma versão ao vivo integral, onde os remanescentes o fizeram na turnê 'Division Bell', rendendo o álbum ao vivo duplo 'P.U.L.S.E.', então para um amante dos bons sons, para aquele que se diz apreciador de rock'n roll, é inadmissível não ter ouvido pelo menos 'Dark Side of the Moon'.
Todo mundo conhece as historias, do tema do álbum, capaz de render um debate bastante extenso e produtivo. 'DSMO' foi o álbum que colocou Roger Waters (baixo/vocal) como a principal mente do Pink Floyd, já que boa parte das ideias fantásticas vieram do mesmo. Mas musicalmente falando, David Gilmour com sua voz e seu talento inquestionável na guitarra é que fazem tudo ter sentido. Citar música por música é uma grande bobeira, já que todas (ou tudo seria uma só música?) são peças fundamentais do álbum. A escolha de 'Money' como single, foi para o simples fato do álbum ser mesmo descoberto, já que ele não foi feito para um fácil consumo, ou alguém que o ouviu sentiu vontade de sair por aí dançando?
Fãs, a crítica em geral louvam o trabalho de Waters e Gilmour e nem sempre se lembram de Richard Wright, o homem por trás talvez do momento mais intenso de toda obra, 'The Great gig in the sky'. Acho que só por compor algo tão fabuloso, Wright merecia ter o mesmo reconhecimento. Como não se lembrar de sua contribuição em 'Us & Them'? Me arrisco a dizer que, sem os teclados de Wright, provável que 'Dark Side...' não fosse assim tão fantástico como foi. Até mesmo o discreto baterista Nick Mason não passa batido com suas pequenas, mas significativas contribuições.
'The Dark Side of The Moon' apesar de ser um álbum simples, é ao mesmo tempo complexo em seus temas. É possível cantar junto cada música, emocionar-se com com cada momento vocal, instrumental. 'DSMO' foi o responsável por tornar o Rock Progressivo mais palatável ao grande público, foi o que tornou o gênero popular. Os seus temas, se você ainda não sabe, fala basicamente sobre nós, seres humanos, que podemos ter uma ambição cega (Money) ou viver em desespero, já que o tempo pode ser nosso maior inimigo. Claro que o álbum além de passear por temas que passamos em nossos cotidianos, 'DSMO' relembra o líder atormentado Syd Barrett, que iria ganhar uma homenagem mais clara em 'Shine On Oy Crazy Diamond' e 'Wish You Were Here'. Mas Barrett está em 'Brain Damage', onde o Pink Floyd reflete sobre o estado mental de seu ex-líder.
A icônica capa com o prisma e o arco-íris feita por Storm Thorgerson não poderia passar em branco, quarenta anos depois, essa capa enigmática ainda nos fascina e nos faz lembrar que devemos ouvir este álbum novamente. Foram mais de 40 milhões de cópias vendidas, não sei quantas semanas nas paradas de sucesso, isso sem mencionar o frenesi nacional que causou, depois que foi anunciado que poderíamos ouvir o álbum como trilha sonora do filme 'O Mágico de Oz', algo que nunca ficou muito claro para mim, mas enfim, vale pela curiosidade.
Tão importante quanto 'Sgt.Peppers...' ou qualquer álbum dos Beatles, 'The Dark Side of The Moon' segue sendo a obra mais completa do Pink Floyd, quando ainda eram uma democracia, álbuns incríveis viriam após, mas 'Dark Side...' continua sendo supremo em todos os termos, tanto em sua qualidade, em engenharia e pelo fato de ainda ser tão consistente. Se ainda não ouviu, faça um favor, corrija esse erro grotesco, e se deixe levar para o lado escuro da lua.
Nota: 10/10
domingo, 17 de março de 2013
Review: Johnny Marr - The Messenger
Johnny Marr, cultuado por bandas como: Coldplay, Oasis e Radiohead. Junto com Morrissey, foram responsáveis pelo sucesso absoluto do The Smiths nos anos 80. Lançaram álbuns memoráveis, entre eles 'The Queen is Dead'. Canções como 'This Charming Man', 'How Soon is Now?' continuam na memória dos fãs e dos admiradores dos bons sons.
No entanto, após o fim da banda e ascensão solo de Morrisey, demorou para que Johnny Marr enfim fizesse um disco solo. Fez parte das bandas The Crimbs, e em 2003 lançou seu primeiro disco solo, ao lado da banda 'The Healers', com o bom 'Boomslang'. Desde então o músico seguiu desmentindo possíveis reuniões com sua antiga banda, e Morrissey seguia conquistando o mundo com discos solos destruidores.
Eis então, que Marr retorna com 'The Messenger'. Apesar de não revolucionar, o novo álbum do guitarrista traz tudo o que um fã dos Smiths gostaria de ouvir, um rock honesto e simples, mas com o feeling certo. Falta muito hoje nas bandas e artistas em geral, honestidade e Johnny Marr tem de sobra em seu mais novo álbum. De cara, o título de melhor faixa está com 'The Messenger'. Maravilhoso de faixa a faixa, vale destacar cacetadas tipo: 'Generate, Generate', 'The Right thing right' e músicas que passeiam entre New Order e Smiths como: 'New Town Velocity' e 'European Me'.
Os vocais de Marr não são poderosos, mas eficientes, é notável que o músico tenta trazer os vocais de seu antigo parceiro dos Smiths para seu álbum, mas nada que comprometa. Musicalmente e instrumentalmente falando, 'The Messenger' também não deixa a desejar. Este é um dos álbuns que quanto mais se ouve, mais aprecia e surpreende-se com as faixas. É de se respirar aliviado com os discos de rock até agora, primeiro tivemos o ótimo 'The Next Day' de David Bowie, agora Johnny Marr entrega um álbum acima da média, capaz de agradar fãs e não apreciadores dos Smiths.
Nota: 9/10
No entanto, após o fim da banda e ascensão solo de Morrisey, demorou para que Johnny Marr enfim fizesse um disco solo. Fez parte das bandas The Crimbs, e em 2003 lançou seu primeiro disco solo, ao lado da banda 'The Healers', com o bom 'Boomslang'. Desde então o músico seguiu desmentindo possíveis reuniões com sua antiga banda, e Morrissey seguia conquistando o mundo com discos solos destruidores.
Eis então, que Marr retorna com 'The Messenger'. Apesar de não revolucionar, o novo álbum do guitarrista traz tudo o que um fã dos Smiths gostaria de ouvir, um rock honesto e simples, mas com o feeling certo. Falta muito hoje nas bandas e artistas em geral, honestidade e Johnny Marr tem de sobra em seu mais novo álbum. De cara, o título de melhor faixa está com 'The Messenger'. Maravilhoso de faixa a faixa, vale destacar cacetadas tipo: 'Generate, Generate', 'The Right thing right' e músicas que passeiam entre New Order e Smiths como: 'New Town Velocity' e 'European Me'.
Os vocais de Marr não são poderosos, mas eficientes, é notável que o músico tenta trazer os vocais de seu antigo parceiro dos Smiths para seu álbum, mas nada que comprometa. Musicalmente e instrumentalmente falando, 'The Messenger' também não deixa a desejar. Este é um dos álbuns que quanto mais se ouve, mais aprecia e surpreende-se com as faixas. É de se respirar aliviado com os discos de rock até agora, primeiro tivemos o ótimo 'The Next Day' de David Bowie, agora Johnny Marr entrega um álbum acima da média, capaz de agradar fãs e não apreciadores dos Smiths.
Nota: 9/10
Review: New Order - The Lost Sirens
Um review tardio, porém válido, já que esse quase EP não ganhou a atenção que merecia. Mas antes de tudo, vamos explicar como a banda chegou até este ' The Lost Sirens'. Após o lançamento do álbum 'Waiting for the Sirens call' em 2005 (acompanhado de uma grande turnê), Bernard Summer (guitarra/vocal) anunciou que haviam sobras do álbum de 2005, e que iriam trabalhar nelas para um álbum futuro. No entanto, as tensões internas já estavam no limite, e o New Order acabou encerrando suas atividades. Summer formou o 'Bad Lieutenant' (juntamente com o batera do NO Stephen Moris), enquanto o baixista Peter Hook prosseguiu como DJ e relembrando sucessos do 'Joy Division'.
Porém em 2011, para a surpresa geral, o New Order anunciou shows beneficentes que logo tornou-se uma turnê (sim, o Brasil foi incluído). A grande baixa foi a ausência do baixista performático Peter Hook, que ainda mantinha (ainda mantém) suas diferenças com os integrantes da banda. Por outro lado, tivemos o retorno da tecladista Gillian Gilbert de volta aos teclados. Embora fosse difícil imaginar um New Order sem o baixo característico de Hook, a banda seguiu em frente, e anunciaram o lançamento de 'The Lost Sirens', álbum/EP lançado em Janeiro. Todas as 8 faixas são sobras do bom 'Waiting for the Sirens Call'. Ao ouvir as canções, fica difícil imaginar como algumas delas puderam ficar de fora, como é o caso de 'Recoil', uma pérola que podia muito bem estar no álbum original, no lugar das mornas 'Krafty' ou 'Dracula's Castle', vá saber né? 'Lost Sirens', ainda conta com outras maravilhas como: "Sugarcane", "Shake it Up", "I'll Stay With You" e mais uma vez "I Told you so" e a já conhecida 'Hellbent' (já incluída na compilação 'Total: From Joy Division to New Order).
Muito mais do que sobras, 'The Lost Sirens' traz canções incríveis, algumas delas superiores a canções do álbum de 2005. Vale muito conferir, os fãs do New Order não devem deixar de ouvir.
Nota: 9/10
Porém em 2011, para a surpresa geral, o New Order anunciou shows beneficentes que logo tornou-se uma turnê (sim, o Brasil foi incluído). A grande baixa foi a ausência do baixista performático Peter Hook, que ainda mantinha (ainda mantém) suas diferenças com os integrantes da banda. Por outro lado, tivemos o retorno da tecladista Gillian Gilbert de volta aos teclados. Embora fosse difícil imaginar um New Order sem o baixo característico de Hook, a banda seguiu em frente, e anunciaram o lançamento de 'The Lost Sirens', álbum/EP lançado em Janeiro. Todas as 8 faixas são sobras do bom 'Waiting for the Sirens Call'. Ao ouvir as canções, fica difícil imaginar como algumas delas puderam ficar de fora, como é o caso de 'Recoil', uma pérola que podia muito bem estar no álbum original, no lugar das mornas 'Krafty' ou 'Dracula's Castle', vá saber né? 'Lost Sirens', ainda conta com outras maravilhas como: "Sugarcane", "Shake it Up", "I'll Stay With You" e mais uma vez "I Told you so" e a já conhecida 'Hellbent' (já incluída na compilação 'Total: From Joy Division to New Order).
Muito mais do que sobras, 'The Lost Sirens' traz canções incríveis, algumas delas superiores a canções do álbum de 2005. Vale muito conferir, os fãs do New Order não devem deixar de ouvir.
Nota: 9/10
sexta-feira, 15 de março de 2013
Review: David Bowie - The Next Day
Review CD: David Bowie - The Next Day
Nota: 10
No meio dos anos 90, quando a Internet começou a virar uma realidade, David Bowie foi um dos pioneiros da rede, seu site era um dos mais estilosos e informativos até então. No entanto, o seu retorno triunfal e imprevisível foi totalmente diferente de tudo o que se esperava. A mesma rede que tanto apreciou lá nos anos 90, levou uma baita de uma rasteira do músico britânico. Num mundo de redes sociais e sites fofoqueiros, que confirmaram o ‘Grande Irmão’ de George Orwell , Bowie conseguiu a façanha de esconder qualquer coisa em relação a seu novo projeto, algo impossível nos dias de hoje. Porém, nada, absolutamente nada vazou na internet. E tudo veio à tona em 09 de Janeiro deste ano, no aniversário de 66 anos de Bowie. Anunciado pelo filho do ‘Camaleão’, veio então o single ‘Where Are You Now?’, juntamente com o videoclipe e os primeiros detalhes de ‘The Next Day’, o primeiro álbum de David Bowie em quase 10 anos, desde ‘Reality’ em 2003.
As surpresas e as imprevisibilidades prevaleceram, a capa do álbum que parecia ser uma brincadeira ou algo provisório, confirmou-se sendo a capa oficial do seu novo álbum, um retângulo em branco com o título do álbum em cima da clássica capa do álbum ‘Heroes’, nos deixando a crer que estamos de volta ao túnel do tempo, mais precisamente, um álbum que nos remete aos tempos da trilogia de Berlim, onde saíram os sensacionais ‘Low’, ‘Heroes e ‘Lodger’.
Muitos já davam a carreira de David Bowie por encerrada, graças a alguns problemas de saúde que o obrigaram a cancelar algumas datas de sua última turnê. Sua última participação em um show foi na casa de shows Royal Albert Hall, participando da ‘On In Island Tour’ de David Gilmour, cantando ‘Arnold Layne’, desde então, silêncio. Nem mesmo os 40 anos do lançamento do álbum ‘The Rise and Fall of Ziggy Stardust and Spiders from Mars’ tiraram Bowie do silêncio. Biógrafos já anunciavam que o enigmático artista já teria pendurado as chuteiras. Muitos deles terão que atualizar seus livros e também entender que Bowie é um artista imprevisível demais, não dá para prever absolutamente nada sobre ele, talvez seja isso que o torne ainda tão relevante e influente no meio musical, sendo capaz de ofuscar retornos da nova geração como Justin Timberlake (retornando a música, após cinco anos dedicados ao cinema) e Beyonce, que retornou ao grupo Destiny’s Child.
Mas vamos ao que mais interessa, ‘The Next Day’, é mesmo tudo isso que estão falando? Pois dizem ser o melhor álbum de Bowie em 30 anos, ou seja, em 1983, quando lançou o estupendo Let’s Dance. A resposta é sim, depois de 10 anos de ausência e a inesperada volta, Bowie também cumpre com um álbum incrível, para os que esperavam algo mais lento e melancólico como a já citada ‘Where are you now?” ficará surpreso. Temos uma boa porção de rocks certeiros, candidatos a futuros clássicos: “Love is Lost”, “Stars (Are Out Tonight)”, “Boss f me”, enfim, Bowie consegue mesclar rocks e músicas lentas com a exatidão que se espera de um álbum seu. As músicas que abrem o novo álbum, a faixa-título e ‘Dirty Boys’, apesar de boas, mais parecem uma boa banda de abertura para os aquecermos e, para depois apreciarmos a atração principal, quando o álbum realmente esquenta a partir de ‘Stars...’
Duvido muito que esse seja um recomeço para a carreira de Bowie. As chances de 'The Next Day' ser seu último registro são grandes, assim como a campanha de divulgação, onde já foi anunciado que não teremos turnês, tendo a possibilidade de um show. Claro, como tudo no mundo de Bowie é algo bastante incerto, podemos esperar de tudo.
Para quem esperou por 10 anos por esse momento ou para quem já nem esperava mais, The Next Day traz um Bowie intenso como há muito não se via.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Review: Amor (Amour, 2012, França)
(Possível Spoilers)
O diretor Michael Haneke chamou muita atenção com 'Violência Gratuita', uma produção seca e perturbadora, logo após veio com 'A Fita Branca', outra elogiada produção'.
Agora com 'Amor' (indicado ao Oscar de Melhor Filme), o cineasta foca a historia num casal de idosos. Georges (Jean-Louis Trintignant, ótimo) e Anne (Emmanuele Riva, maravilhosa) estão com seus oitenta anos, são professores de música aposentados. Vivem felizes apreciando boa música até um derrame em Anne mudar tudo. O Amor de Georges por sua esposa será testado, pois sua saúde está piorando a cada dia.
A trama de 'Amor' se passa praticamente todo no amplo apartamento do casal, onde veremos muitas cenas sofridas, mas sem musiquinhas apelativas para fazer o telespectador cair em lágrimas, esse é o maior mérito de Haneke, já que o intuito é a reflexão. Começando pelo fim, logo ficamos curiosos com o que acontecerá, nos deixando atônitos a cada cena.
'Amor' nos mostra que a vida é cheia de surpresas, nem sempre boas, mas se o amor é mesmo verdadeiro, jamais abandonaremos quem amamos, isso é uma lição muito grande.
Nota: 9/10
O diretor Michael Haneke chamou muita atenção com 'Violência Gratuita', uma produção seca e perturbadora, logo após veio com 'A Fita Branca', outra elogiada produção'.
Agora com 'Amor' (indicado ao Oscar de Melhor Filme), o cineasta foca a historia num casal de idosos. Georges (Jean-Louis Trintignant, ótimo) e Anne (Emmanuele Riva, maravilhosa) estão com seus oitenta anos, são professores de música aposentados. Vivem felizes apreciando boa música até um derrame em Anne mudar tudo. O Amor de Georges por sua esposa será testado, pois sua saúde está piorando a cada dia.
A trama de 'Amor' se passa praticamente todo no amplo apartamento do casal, onde veremos muitas cenas sofridas, mas sem musiquinhas apelativas para fazer o telespectador cair em lágrimas, esse é o maior mérito de Haneke, já que o intuito é a reflexão. Começando pelo fim, logo ficamos curiosos com o que acontecerá, nos deixando atônitos a cada cena.
'Amor' nos mostra que a vida é cheia de surpresas, nem sempre boas, mas se o amor é mesmo verdadeiro, jamais abandonaremos quem amamos, isso é uma lição muito grande.
Nota: 9/10
Review: Compliance
is um filme extremamente incômodo e perturbador. Calma, nada de sangue e tripas e outras apelações. 'Compliance' é uma assustadora e crítica produção. O filme é baseado em fatos reais, embora seja difícil de acreditar, tamanho absurdos vimos neste filme.
A historia traz Becky (Dreama Walker), uma simples balconista de uma rede de fastfood, que é acusada de roubo por um homem que se identifica como um oficial do FBI, dizendo que a menina teria roubado dinheiro de uma bolsa de uma mulher . Começa então uma longa e desgastante jornada para Becky, que ao lado da gerente, precisa passar por momentos humilhantes, obedecendo cegamente o tal policial, que logo vemos que não passa de um desocupado querendo divertir-se às custas de vidas inocentes.
A trama se passa praticamente toda dentro da lanchonete, com Becky despindo-se para ser revistada e sendo tratada com uma possível bandida. A humilhação que a jovem tem que passar, vai além dos limites do aceitável, onde vemos a trama chegar a níveis muito incômodos, chega a ser difícil de assistir tamanha barbaridade. Mais fácil acreditar em Papai Noel do que aceitar esta trama como realidade, inacreditável uma pessoa passar por um vexame tão grande, um constrangimento desnecessário, visto que a polícia jamais poderia chegar a níveis tão baixos.
Mas como já foi dito, o caso realmente ocorreu nos Estados Unidos, e não foi apenas uma e, sim, várias. 'Compliance' traz uma crítica muito forte na educação e na confiança cega que os americanos tem por suas autoridades. Com boas atuações e uma bela direção de Craig Zobel, 'Compliance' é um daqueles filmes que agradam a poucos, pois assisti-lo até o fim sem se envolver é bem improvável.
Nota: 8/10
A historia traz Becky (Dreama Walker), uma simples balconista de uma rede de fastfood, que é acusada de roubo por um homem que se identifica como um oficial do FBI, dizendo que a menina teria roubado dinheiro de uma bolsa de uma mulher . Começa então uma longa e desgastante jornada para Becky, que ao lado da gerente, precisa passar por momentos humilhantes, obedecendo cegamente o tal policial, que logo vemos que não passa de um desocupado querendo divertir-se às custas de vidas inocentes.
A trama se passa praticamente toda dentro da lanchonete, com Becky despindo-se para ser revistada e sendo tratada com uma possível bandida. A humilhação que a jovem tem que passar, vai além dos limites do aceitável, onde vemos a trama chegar a níveis muito incômodos, chega a ser difícil de assistir tamanha barbaridade. Mais fácil acreditar em Papai Noel do que aceitar esta trama como realidade, inacreditável uma pessoa passar por um vexame tão grande, um constrangimento desnecessário, visto que a polícia jamais poderia chegar a níveis tão baixos.
Mas como já foi dito, o caso realmente ocorreu nos Estados Unidos, e não foi apenas uma e, sim, várias. 'Compliance' traz uma crítica muito forte na educação e na confiança cega que os americanos tem por suas autoridades. Com boas atuações e uma bela direção de Craig Zobel, 'Compliance' é um daqueles filmes que agradam a poucos, pois assisti-lo até o fim sem se envolver é bem improvável.
Nota: 8/10
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Review: O Impossível

Foi em Dezembro de 2004 que aconteceu a maior tragédia natural já vista. O Tsunami arrasou a região litorânea da Indonésia, matando milhares de pessoas, o mundo inteiro viu aquilo não acreditando no tamanho da catástrofe que se passou.
O tema já foi abordado no cinema, no mediano Além da Vida, de Clint Eastwood. Mas agora o diretor espanhol Juan Antonio Bayona (o mesmo de O Orfanato) deu mais veracidade ao assunto, praticamente colocando o expectador dentro dessa tragédia com ‘O Impossível’. A historia traz os bem sucedidos Maria (Naomi Watts, ótima) e Henry (Ewan McGregor , regular), e seus três filhos, entre eles Lucas (Tom Holland, ótimo) que irão lutar para sobreviver a essa catástrofe.
O filme começa realmente muito bem, apresentando corretamente os personagens, vemos a devastação e a luta de Maria e seu filho Lucas para sobreviverem ao Tsunami em cenas muito fortes e impactantes. Muito ferida, Maria não é mais capaz de bancar a líder, e seu filho Lucas, que a partir deste momento é quem conduz a trama com muita competência. Naomi Watts, cujo talento jamais foi questionado, está acima da media, com uma belíssima interpretação (sim, está indicada ao Oscar).
O único porem do filme é quando a trama começa a esfriar. Do meio para o fim, a direção perde um pouco o rumo, cenas desnecessárias, estão ali apenas para preencher espaço e nada acrescentam a trama. As incríveis coincidências que fazem reunir toda a família também não convencem. O final incômodo (seria uma crítica ou não?) coloca toda a família dentro de um avião particular, que os leva para um hospital melhor, sendo um dos poucos afortunados deixando toda aquela desgraça para trás. Muitos questionaram essa conclusão um tanto polêmica. Que se você tem dinheiro pode sair daquela situação o mais rápido possível, enquanto aos menos afortunados lutam com poucos recursos e com poucas chances de sobreviverem.
Apesar dos pesares, da previsibilidade que a produção podia ter evitado, O Impossível consegue ser um bom filme, tecnicamente impecável, impactante e com atuações acima da média salvando-o do pior.
Nota: 7.0
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
DVD Review: Marley
Com a direção de Kevin MacDonald (do ótimo O Último Rei da Escócia), o documentário 'Marley' passa com louvor a carreira do genial Bob Marley (1946-1980), o homem que trouxe o Reggae para às massas. O documentário passa com cuidado por cada momento de sua vida, desde sua infância pobre em Kingston, na Jamaica, até seus últimos momentos de vida, onde lutava contra um câncer, que o levou à morte em 1980.
Com depoimentos de amigos, familiares, 'Marley' é sincero até o momento sobre os motivos do desligamento de Peter Tosh dos Wailers, onde evitaram maiores polêmicas. Para quem curte música, tem bastante Bob ao vivo também, desde seus primeiros shows, até a glória no 'Madison Square Garden', onde conquistou de vez a América. Curioso, emocionante, divertido, 'Marley' é um documentário definitivo, onde podemos realmente conhecer de vez quem foi o mito.
Nota: 8/10
Com depoimentos de amigos, familiares, 'Marley' é sincero até o momento sobre os motivos do desligamento de Peter Tosh dos Wailers, onde evitaram maiores polêmicas. Para quem curte música, tem bastante Bob ao vivo também, desde seus primeiros shows, até a glória no 'Madison Square Garden', onde conquistou de vez a América. Curioso, emocionante, divertido, 'Marley' é um documentário definitivo, onde podemos realmente conhecer de vez quem foi o mito.
Nota: 8/10
sábado, 29 de dezembro de 2012
Blu-Ray Review: Led Zeppelin - Celebration Day
Infelizmente não tive a chance de assistir ao vivo ao show de reencontro (único) do Led Zeppelin em 2007, no 02 Arena em Londres. Durante 5 anos ficou apenas a curiosidade de como foi uma das mais esperadas reuniões do Rock'n roll. Muitas dúvidas pairavam no ar. Estaria a banda ainda arrebentando depois de tantos anos? Jason Boham, o filho do homem seria mesmo a escolha ideal para a esperada noite? Durante esses anos, tivemos que nos contentar com um bootleg horroroso, que não dava quase nenhuma noção do que rolou no 02 Arena, tanto que rejeitei qualquer material com qualidade inferior.
Mas enfim, o lançamento do concerto em DVD-Blu-Ray foi oficializado pela banda. Cinco anos depois felizmente poderíamos colocar às mãos em algo que apenas poucos felizardos puderam apreciar naquela noite histórica. Batizado de 'Celebration Day', o filme com o espetáculo, trazia Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones pela primeira vez, desde a infeliz apresentação no 'Live Aid' em 1985. E sim, a banda conseguiu se redimir do constrangimento e realizou um show hipnótico, desde seu início com 'Good times, bad times', até seu término, com 'Rock'n roll'.
Os integrantes remanescentes esbanjaram talento e um entrosamento como se nunca tivessem parado de se apresentarem juntos. Tudo bem, Robert Plant já não tem toda a potência vocal dos tempos antigos, mas está melhor do que andaram falando por aí, continua com sua categoria de sempre, o que é uma ótima coisa. Jimmy Page, continua fantástico, suas aulas guitarrísticas continuam com força total, assim como suas caras e bocas numa performance matadora. John Paul Jones, o músico mais discreto, continua sendo o mesmo virtuoso que sempre foi, Oras no baixo e oras nos teclados. Enquanto a Jason Bohan, filho do falecido John? A grande surpresa é que ele é mesmo tão talentoso quanto Boham pai. É de imaginar, que o velho pai tenha aplaudido emocionado no céu vendo o filho assumindo seu lugar com tanto estilo e paixão.
São 16 músicas no repertório, entre eles "Black Dog", "Whole Lotta Love", "The Song Remains the same", "No Quarter" e sim, a noite foi tão memorável que a banda tocou a clássica "Stairway to Heaven". Os poucos poréns não estragam o brilho do concerto, mas bem que poderia ter alguns extras, coisas básicas como: Depoimentos, ensaios, essas coisas, ou até mesmo legendas nas canções. Mas tudo bem.
O evento que trouxe o Led Zeppelin de volta, foi em homenagem Ahamet Ertegun, fundador da Atlantic Records, que havia falecido um ano antes. O show foi uma maneira de os membros dizerem um muito obrigado ao cara. Nós fãs, que nunca tivemos a chance de ver um show do Zeppelin nos dias de hoje, agradecemos em dobro, principalmente a Jason Boham, que tornou esse sonho verdadeiro. Os deuses do Rock ainda continuam conosco - The Songs Remains the Same.
Nota: 10/10
Mas enfim, o lançamento do concerto em DVD-Blu-Ray foi oficializado pela banda. Cinco anos depois felizmente poderíamos colocar às mãos em algo que apenas poucos felizardos puderam apreciar naquela noite histórica. Batizado de 'Celebration Day', o filme com o espetáculo, trazia Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones pela primeira vez, desde a infeliz apresentação no 'Live Aid' em 1985. E sim, a banda conseguiu se redimir do constrangimento e realizou um show hipnótico, desde seu início com 'Good times, bad times', até seu término, com 'Rock'n roll'.
Os integrantes remanescentes esbanjaram talento e um entrosamento como se nunca tivessem parado de se apresentarem juntos. Tudo bem, Robert Plant já não tem toda a potência vocal dos tempos antigos, mas está melhor do que andaram falando por aí, continua com sua categoria de sempre, o que é uma ótima coisa. Jimmy Page, continua fantástico, suas aulas guitarrísticas continuam com força total, assim como suas caras e bocas numa performance matadora. John Paul Jones, o músico mais discreto, continua sendo o mesmo virtuoso que sempre foi, Oras no baixo e oras nos teclados. Enquanto a Jason Bohan, filho do falecido John? A grande surpresa é que ele é mesmo tão talentoso quanto Boham pai. É de imaginar, que o velho pai tenha aplaudido emocionado no céu vendo o filho assumindo seu lugar com tanto estilo e paixão.
São 16 músicas no repertório, entre eles "Black Dog", "Whole Lotta Love", "The Song Remains the same", "No Quarter" e sim, a noite foi tão memorável que a banda tocou a clássica "Stairway to Heaven". Os poucos poréns não estragam o brilho do concerto, mas bem que poderia ter alguns extras, coisas básicas como: Depoimentos, ensaios, essas coisas, ou até mesmo legendas nas canções. Mas tudo bem.
O evento que trouxe o Led Zeppelin de volta, foi em homenagem Ahamet Ertegun, fundador da Atlantic Records, que havia falecido um ano antes. O show foi uma maneira de os membros dizerem um muito obrigado ao cara. Nós fãs, que nunca tivemos a chance de ver um show do Zeppelin nos dias de hoje, agradecemos em dobro, principalmente a Jason Boham, que tornou esse sonho verdadeiro. Os deuses do Rock ainda continuam conosco - The Songs Remains the Same.
Nota: 10/10
CD Review: Rolling Stones - Grrr
O papo ainda é Stones. Coletânea não é novidade quando a banda comemora algo. Em 2002 foi a ótimo CD duplo 'Forty Licks', e agora o triplo 'GRrRr', que desta vez chega muito perto de ser a coletânea de sonhos, perdendo o título graças a ausências imperdoáveis de hinos como: "Shine a Light" e "Loving Cup". Mas em compensação, prepare-se para ouvir preciosidades como: "Come on", "Little red booster", ambas dos primórdios dos Stones.
Claro, os clássicos obrigatórios: "Satisfaction", "The Last time", "Brown Sugar", "Miss You", "Start Me Up", "You got me rockin' estão todas lá, junto com tantas outras. Como se fosse pouca coisa, os Stones nos brindam com duas novas e excelentes músicas: A já conhecida "Doom and Gloom" (com videoclipe bombástico) e "One more shot"
Para quem estiver com preguiça de ouvir os muitos álbuns da banda, essa longa compilação vai lhe dar boas horas de puro rock'n roll, com os mestres do gênero.
Nota: 9/10
O papo ainda é Stones. Coletânea não é novidade quando a banda comemora algo. Em 2002 foi a ótimo CD duplo 'Forty Licks', e agora o triplo 'GRrRr', que desta vez chega muito perto de ser a coletânea de sonhos, perdendo o título graças a ausências imperdoáveis de hinos como: "Shine a Light" e "Loving Cup". Mas em compensação, prepare-se para ouvir preciosidades como: "Come on", "Little red booster", ambas dos primórdios dos Stones.Claro, os clássicos obrigatórios: "Satisfaction", "The Last time", "Brown Sugar", "Miss You", "Start Me Up", "You got me rockin' estão todas lá, junto com tantas outras. Como se fosse pouca coisa, os Stones nos brindam com duas novas e excelentes músicas: A já conhecida "Doom and Gloom" (com videoclipe bombástico) e "One more shot"
Para quem estiver com preguiça de ouvir os muitos álbuns da banda, essa longa compilação vai lhe dar boas horas de puro rock'n roll, com os mestres do gênero.
Nota: 9/10
Review: Rolling Stones - Crossfire Hurricane
Nesse ano os Stones comemoram seus 50 anos de estrada, vários projetos foram anunciados, entre eles logicamente, uma turnê. No entanto, Jagger e cia decidiram inicialmente adiar algo maior para 2013, mas acabaram realizando alguns concertos na Europa e nos EUA, com o êxito de sempre, trazendo os Stones clássicos de volta. Entre os projetos, estavam a coletânea 'GRrR' (que falarei aqui também) e o filme 'Crossfire Hurricane'. O documentário foi exibido recentemente pelo canal à cabo HBO, e trata-se de algo obrigatório para os fãs dos Stones. Desde '25x5' os fãs da banda esperavam um novo documentário dos Stones, eis aí 'Crossfire Hurricane', que chega como um furacão.
O documentário passo a limpo toda a carreira da banda, mostrando várias cenas inéditas de bastidores, cenas de shows diversos, momentos históricos da banda, com depoimentos dos próprios Stones.
O filme será lançado em DVD num futuro próximo, fãs de Rock'n' Roll não devem perdê-lo por nada. O único defeito é não ser longo o suficiente, principalmente quando trata-se de 50 anos de historia, perdendo então uma notinha.
09/10
O documentário passo a limpo toda a carreira da banda, mostrando várias cenas inéditas de bastidores, cenas de shows diversos, momentos históricos da banda, com depoimentos dos próprios Stones.
O filme será lançado em DVD num futuro próximo, fãs de Rock'n' Roll não devem perdê-lo por nada. O único defeito é não ser longo o suficiente, principalmente quando trata-se de 50 anos de historia, perdendo então uma notinha.
09/10
Review: Holy Motors
esde quando foi anunciado, Holy Motors me chamou a atenção, principalmente por nos remeter ao mundo fantástico de David Lynch, e todo seu surrealismo que aprendemos a amar com produções antológicas como: “Veludo Azul”, “Erasehead”, “Cidade dos Sonho” e a série “Twin Peaks”. Com o trailer ficou uma boa impressão de que teríamos algo parecido com esse mundo fascinante.
Dirigido por Leo Carax (Tokyo), ‘Holy Motors’ é aquele tipo de filme que quando termina, além de não entender absolutamente nada, você questiona se gostou ou não. Eu sou um desses que ainda não sabe se realmente apreciou o que foi visto. Esteticamente ele é impecável, o mundo fascinante de Lynch aparece em alguns momentos, mas é uma pena que isso vem acompanhado do estilo produção francesa, ou seja, não é cativante, às vezes soa até entediante, me perdoem aqueles que gostam de cinema francês, mas tirando o ótimo ‘Intocáveis’, não conheço muitas produções francesas que me agradaram.
Recomendo para o mínimo possível de pessoas, porém agradará os cinéfilos de plantão.
Dirigido por Leo Carax (Tokyo), ‘Holy Motors’ é aquele tipo de filme que quando termina, além de não entender absolutamente nada, você questiona se gostou ou não. Eu sou um desses que ainda não sabe se realmente apreciou o que foi visto. Esteticamente ele é impecável, o mundo fascinante de Lynch aparece em alguns momentos, mas é uma pena que isso vem acompanhado do estilo produção francesa, ou seja, não é cativante, às vezes soa até entediante, me perdoem aqueles que gostam de cinema francês, mas tirando o ótimo ‘Intocáveis’, não conheço muitas produções francesas que me agradaram.
Recomendo para o mínimo possível de pessoas, porém agradará os cinéfilos de plantão.
Review: Aqui é o Meu Lugar
Não lembro exatamente quando esse filme estreou nos cinemas, nem nada. Mas quando chegou na locadora, um pôster trazia Sean Penn onde parecia um travesti, claro que veio a curiosidade em conferi-lo, mas segui a vida. Um dia estive na locadora (sim, eu ainda vou à locadoras) e me deparei novamente com este filme e vi que ele se chama ‘Aqui é meu lugar’. Como o rapaz que atende parecia bastante disposto a falar sobre filmes (coisa rara), ele me faz um breve resumo da curiosa produção, enfim, foi quando decidi alugar o tal filme.
A historia Chayene (Penn, excelente), que faz um roqueiro típico do anos 80, cujo o visual lembra Robert Smith do The Cure e seu jeito todo lesado nos remete a Ozzy Osbourne. Chayene fazia rock deprê, no entanto decidiu encerrar suas atividades depois que dois de seus fãs se suicidaram. O grande barato de ‘Aqui é meu lugar’ é o fato de não ser uma produção depressiva, nem forte, nem nada, ele é até engraçado em vários momentos, um personagem totalmente sem noção. Sean Penn está mais inspirado do que nunca. Cheyene numa espécie de descobrir a si mesmo, passa a pegar a estrada para pegar um velho nazista que humilhou seu pai judeu, a ideia é matá-lo. Claro que teremos vários momentos Road movie, onde ele encontrará algumas pessoas e interagir com as mesmas, sempre com aquele jeito lesadão.
O filme foi uma grata surpresa, recomendo para aqueles que querem fugir do trivial e encarar uma produção mais ousada.
Nota: 8,5

Não lembro exatamente quando esse filme estreou nos cinemas, nem nada. Mas quando chegou na locadora, um pôster trazia Sean Penn onde parecia um travesti, claro que veio a curiosidade em conferi-lo, mas segui a vida. Um dia estive na locadora (sim, eu ainda vou à locadoras) e me deparei novamente com este filme e vi que ele se chama ‘Aqui é meu lugar’. Como o rapaz que atende parecia bastante disposto a falar sobre filmes (coisa rara), ele me faz um breve resumo da curiosa produção, enfim, foi quando decidi alugar o tal filme.
A historia Chayene (Penn, excelente), que faz um roqueiro típico do anos 80, cujo o visual lembra Robert Smith do The Cure e seu jeito todo lesado nos remete a Ozzy Osbourne. Chayene fazia rock deprê, no entanto decidiu encerrar suas atividades depois que dois de seus fãs se suicidaram. O grande barato de ‘Aqui é meu lugar’ é o fato de não ser uma produção depressiva, nem forte, nem nada, ele é até engraçado em vários momentos, um personagem totalmente sem noção. Sean Penn está mais inspirado do que nunca. Cheyene numa espécie de descobrir a si mesmo, passa a pegar a estrada para pegar um velho nazista que humilhou seu pai judeu, a ideia é matá-lo. Claro que teremos vários momentos Road movie, onde ele encontrará algumas pessoas e interagir com as mesmas, sempre com aquele jeito lesadão.
O filme foi uma grata surpresa, recomendo para aqueles que querem fugir do trivial e encarar uma produção mais ousada.
Nota: 8,5
A historia Chayene (Penn, excelente), que faz um roqueiro típico do anos 80, cujo o visual lembra Robert Smith do The Cure e seu jeito todo lesado nos remete a Ozzy Osbourne. Chayene fazia rock deprê, no entanto decidiu encerrar suas atividades depois que dois de seus fãs se suicidaram. O grande barato de ‘Aqui é meu lugar’ é o fato de não ser uma produção depressiva, nem forte, nem nada, ele é até engraçado em vários momentos, um personagem totalmente sem noção. Sean Penn está mais inspirado do que nunca. Cheyene numa espécie de descobrir a si mesmo, passa a pegar a estrada para pegar um velho nazista que humilhou seu pai judeu, a ideia é matá-lo. Claro que teremos vários momentos Road movie, onde ele encontrará algumas pessoas e interagir com as mesmas, sempre com aquele jeito lesadão.
O filme foi uma grata surpresa, recomendo para aqueles que querem fugir do trivial e encarar uma produção mais ousada.
Nota: 8,5
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Novos Clássicos: Requiem para um Sonho
Usuários de drogas sempre rendem produções intensas, o que dizer do alemão "Eu, Christiane F.' ou 'Trainspotting'. Em 2000, o cineasta Darren Aronofsky (Cisne Negro) realizou uma das mais insanas e chocantes obras sobre o assunto. 'Requiem para um sonho',foca não apenas no vício em drogas, mas o que a solidão pode causar a uma pessoa, passando por momentos de paranoia, mania e vícios. A historia traz quatro personagens: Uma mãe solitária Sara Goldfarb (Ellen Burstyn - incrível), Harry Goldfarb (Jared Leto - esforçando-se), Marion Silver (Jennifer Connely - sempre linda) e Tyrone C. Love (Marlon Wayns - saindo-se bem longe das comédias).
Sara, mãe de Harry é solitária, recebendo um telefonema de um programa de TV (seria imaginação?) começa a ter uma nova perspectiva de vida, até de um futuro melhor , tamanha sua carência (o marido morreu, o filho viciado mora longe da mãe). Começa fazer uma dieta para caber num lindo vestido vermelho que não veste há muito tempo, muda a cor do cabelo, tudo para o grande dia em que aparecerá em seu programa de TV favorito. Para encurtar a longa estrada de uma dieta rigorosa, Sara descobre uma pílula que diminui a fome, o que era para lhe trazer benefício, começa a tirar o que lhe resta de sua sanidade.
Enquanto seu filho Harry, viciado em drogas junto com seu amigo Tyrone (igualmente viciado) e a namorada Marion, começam um lance de venda de drogas, aparentemente lucrativo, claro que a coisa sairá do controle e uma desgraça espera para cada um deles.
Aronofsky impressionou pelos ângulos de câmeras até então inéditos nos cinemas, a trilha sonora visceral de Lux Aeterna. A grande alma de 'Requiem para um sonho' está mesmo para a atriz Ellen Burstyn (quem não se lembra, ela fez a mãe de Regan em O Exorcista), com uma interpretação tão marcante, que foi indicada para o Oscar de melhor atriz. 'Requiem para um Sonho' é um filme difícil de ser digerido, mas que no dia seguinte você ainda estará refletindo sobre ele. Memorável.
Nota: 9/10
Sara, mãe de Harry é solitária, recebendo um telefonema de um programa de TV (seria imaginação?) começa a ter uma nova perspectiva de vida, até de um futuro melhor , tamanha sua carência (o marido morreu, o filho viciado mora longe da mãe). Começa fazer uma dieta para caber num lindo vestido vermelho que não veste há muito tempo, muda a cor do cabelo, tudo para o grande dia em que aparecerá em seu programa de TV favorito. Para encurtar a longa estrada de uma dieta rigorosa, Sara descobre uma pílula que diminui a fome, o que era para lhe trazer benefício, começa a tirar o que lhe resta de sua sanidade.
Enquanto seu filho Harry, viciado em drogas junto com seu amigo Tyrone (igualmente viciado) e a namorada Marion, começam um lance de venda de drogas, aparentemente lucrativo, claro que a coisa sairá do controle e uma desgraça espera para cada um deles.
Aronofsky impressionou pelos ângulos de câmeras até então inéditos nos cinemas, a trilha sonora visceral de Lux Aeterna. A grande alma de 'Requiem para um sonho' está mesmo para a atriz Ellen Burstyn (quem não se lembra, ela fez a mãe de Regan em O Exorcista), com uma interpretação tão marcante, que foi indicada para o Oscar de melhor atriz. 'Requiem para um Sonho' é um filme difícil de ser digerido, mas que no dia seguinte você ainda estará refletindo sobre ele. Memorável.
Nota: 9/10
Eu Recomendo: Mick Hucknall - American Soul
Artistas famosos fazendo álbuns homenageando os mestres do Soul não é coisa nova, mas (quase) sempre que aparecem rendem álbuns fabulosos. Seal realizou os ótimos 'Soul I & II', Phil Collins lançou o estupendo 'Going Back', onde relembrou com muita emoção os artistas que o embalaram na infância e a Joss Stone com os criticados 'Soul Sessions.
Agora é a vez de Mick Hucknall lançar sua homenagem a
Agora é a vez de Mick Hucknall lançar sua homenagem a
astros do soul que lhe inspiraram tanto. O ex-cantor do Simply Red está colocando no mercado o ótimo 'American Soul', acertando em cheio, num álbum que agradará desde a primeira a última faixa. Hucknall sempre teve um pé no Soul nos tempos de Simply Red, mas agora que sua banda não existe mais, pelo menos no nome, Hucknall se sentiu à vontade para dar mais um passo. Não foi uma ideia original claro, mas se tratando de Hucknall, podem esperar coisa de qualidade.
O que dizer de faixas como: "Turn Back The Hands Of Time" (de Tyrone Davis), That's How Strong My Love Is" (Otis Redding) ou "I'd Rather Go Blind" (Etta James), regravações sinceras, mostrando que o vocal de Hucknall vai bem, obrigado. A banda é basicamente a mesma que acompanhava o cantor no Simply Red nos últimos anos e isso é ótimo, visto que Hucknall sempre se acercou de músicos muito talentosos, isso fica evidente nas faixas "Lonely Avenue" (de Ray Charles - e minha favorita).
Fora isso, 'American Soul' ainda conta com belíssimas baladas como: "I Only Have Eyes For You" (do grupo vocal The Flamingos), "Don't let me be misunderstood", dos Animals, que já foi bastante regravada, "Tell it like it is", o blues maravilhoso "Let Me Down Easy" e "Baby What You Want Me To Do".
Enfim, citei boa parte das canções. 'American Soul' é um álbum variado, feito com muita competência e paixão, recomendável para aqueles apreciadores da boa música, do Soul de verdade. Não o perca por nada.
Nota: 10/10
O que dizer de faixas como: "Turn Back The Hands Of Time" (de Tyrone Davis), That's How Strong My Love Is" (Otis Redding) ou "I'd Rather Go Blind" (Etta James), regravações sinceras, mostrando que o vocal de Hucknall vai bem, obrigado. A banda é basicamente a mesma que acompanhava o cantor no Simply Red nos últimos anos e isso é ótimo, visto que Hucknall sempre se acercou de músicos muito talentosos, isso fica evidente nas faixas "Lonely Avenue" (de Ray Charles - e minha favorita).
Fora isso, 'American Soul' ainda conta com belíssimas baladas como: "I Only Have Eyes For You" (do grupo vocal The Flamingos), "Don't let me be misunderstood", dos Animals, que já foi bastante regravada, "Tell it like it is", o blues maravilhoso "Let Me Down Easy" e "Baby What You Want Me To Do".
Enfim, citei boa parte das canções. 'American Soul' é um álbum variado, feito com muita competência e paixão, recomendável para aqueles apreciadores da boa música, do Soul de verdade. Não o perca por nada.
Nota: 10/10
Eu Recomendo: Michael Jackson - Live At Wembley July 16, 1988
Eis um DVD muito esperado pelos fãs do Rei do Pop. Acredito que o registro de um dos shows da turnê 'Bad' está na mente dos fãs desde o surgimento dos DVD's. Antes tarde do que nunca. Para comemorar os 25 anos do álbum 'Bad', a Sony decidiu presentear os fãs, indo além de uma edição comemorativa do álbum (que também já está nas lojas), um documentário dirigido por Spike Lee (ainda inédito por aqui
) e é claro, um DVD de um show dessa turnê, que na minha opinião foi a melhor realizada por Michael Jackson. O fato de Michael cantar sem o uso de playback e ainda dançar já é um grande motivo para colocar esse 'Live At Wembley July 16, 1988' entre os melhores lançamentos póstumos do Rei do Pop.
O repertório redondo é muito mas muito melhor que o DVD da mesma turnê lançado não oficialmente, de um show no Japão, onde apenas duas músicas de 'Bad' foram executadas. Neste registro de um show gravado no Estádio do Wembley, em Londres, temos um show completo. Desfilam hits como: "Another Part of me", "Dirty Diana", "I Just can't stop loving You (em dueto com a ainda desconhecida Sheryl Crowl, cujo visual nos lembram do mau gosto que existia na época, tanto no figurino quanto nos cabelos). Hits do clássico álbum 'Off the wall' também estão presentes: "Rock With You", "She's out my life" e "Working day and night". Claro, passagens de clássicos de 'Thriller' estão presentes, nem precisava avisar que as obrigatórias 'Billie Jean", "Beat It' estão presentes.
O grande problema dos shows das turnês "Dangerous" e "History" foram o fato de Jackson optar em concentrar nas danças, sacrificando o canto, obrigando-o a usar playback. Sou fã de suas danças e sei que é muito complicado um cantor dançar e cantar ao mesmo tempo, mas acho muito deprimente assistir a um DVD e ver um artista dublando suas canções, mesmo que esse artista seja Michael Jackson. Em 'Live At Wembley', o Rei do Pop sua a camisa, canta e dança suas músicas em uma performance fenomenal, Jackson estava no auge da carreira e impressionou o público londrino.
Mas infelizmente nem tudo é maravilhoso em 'Live at Wembley'. Apesar dos esforços dos produtores em restaurar as imagens do show, a qualidade não é muito melhor que a de um VHS, até mesmo alguns defeitos aparecem na tela, no entanto o audio está impecável, mas fica a decepção para quem esperava um trabalho melhor na restauração de imagens. Outro detalhe é quando Jackson deixa o palco e dá liberdade para seus músicos improvisarem inúmeras músicas. Cada músico apresentou um número, todos bem demorados, tornando o show um tanto cansativa, mas nada que estrague a experiência, mas que se fosse um pouco reduzido seria melhor.
Enfim, para fãs ou não, trata-se de um DVD obrigatório em sua coleção, relembrar clássicos ou simplesmente admirar a performance sempre impecável do eterno Rei do Pop nunca é demais. MJ Vive.
Nota: 9.0
O repertório redondo é muito mas muito melhor que o DVD da mesma turnê lançado não oficialmente, de um show no Japão, onde apenas duas músicas de 'Bad' foram executadas. Neste registro de um show gravado no Estádio do Wembley, em Londres, temos um show completo. Desfilam hits como: "Another Part of me", "Dirty Diana", "I Just can't stop loving You (em dueto com a ainda desconhecida Sheryl Crowl, cujo visual nos lembram do mau gosto que existia na época, tanto no figurino quanto nos cabelos). Hits do clássico álbum 'Off the wall' também estão presentes: "Rock With You", "She's out my life" e "Working day and night". Claro, passagens de clássicos de 'Thriller' estão presentes, nem precisava avisar que as obrigatórias 'Billie Jean", "Beat It' estão presentes.
O grande problema dos shows das turnês "Dangerous" e "History" foram o fato de Jackson optar em concentrar nas danças, sacrificando o canto, obrigando-o a usar playback. Sou fã de suas danças e sei que é muito complicado um cantor dançar e cantar ao mesmo tempo, mas acho muito deprimente assistir a um DVD e ver um artista dublando suas canções, mesmo que esse artista seja Michael Jackson. Em 'Live At Wembley', o Rei do Pop sua a camisa, canta e dança suas músicas em uma performance fenomenal, Jackson estava no auge da carreira e impressionou o público londrino.
Mas infelizmente nem tudo é maravilhoso em 'Live at Wembley'. Apesar dos esforços dos produtores em restaurar as imagens do show, a qualidade não é muito melhor que a de um VHS, até mesmo alguns defeitos aparecem na tela, no entanto o audio está impecável, mas fica a decepção para quem esperava um trabalho melhor na restauração de imagens. Outro detalhe é quando Jackson deixa o palco e dá liberdade para seus músicos improvisarem inúmeras músicas. Cada músico apresentou um número, todos bem demorados, tornando o show um tanto cansativa, mas nada que estrague a experiência, mas que se fosse um pouco reduzido seria melhor.
Enfim, para fãs ou não, trata-se de um DVD obrigatório em sua coleção, relembrar clássicos ou simplesmente admirar a performance sempre impecável do eterno Rei do Pop nunca é demais. MJ Vive.
Nota: 9.0
Eu Recomendo: O Abrigo
Eis um filmaço, que não teve divulgação merecida. 'O Abrigo' teve matéria de duas páginas na revista Veja, onde além de elogios também havia o anuncio de que o filme tinha sido lançado direto em DVD/Blu-Ray no Brasil. Só que ao chegar nas locadoras, uma surpresa, ninguém sequer sabia que filme era esse. Infelizmente 'O Abrigo' continua inédito no Brasil. Mas é claro, quem procurar ele pela net o achará.
A história de 'O Abrigo' traz o perturbado Curtis (Michael Shannon, femonenal), que começa ter pesadelos cada vez mais reais, onde uma grande tempestade chegaria a sua cidade, destruindo tudo e a todos. A medida que os pesadelos vão ficando mais intensos, mais questiona-se a sanidade de Curtis, que ainda tem uma esposa e uma filha deficiente auditiva para cuidar. Com uma direção incrível de Jeff Nichols, 'O Abrigo' é impressionante desde seu início, até a sua conclusão. Destaque também para Jessica Chastain (A mãe de A Arvore da Vida)
Nota: 10
A história de 'O Abrigo' traz o perturbado Curtis (Michael Shannon, femonenal), que começa ter pesadelos cada vez mais reais, onde uma grande tempestade chegaria a sua cidade, destruindo tudo e a todos. A medida que os pesadelos vão ficando mais intensos, mais questiona-se a sanidade de Curtis, que ainda tem uma esposa e uma filha deficiente auditiva para cuidar. Com uma direção incrível de Jeff Nichols, 'O Abrigo' é impressionante desde seu início, até a sua conclusão. Destaque também para Jessica Chastain (A mãe de A Arvore da Vida)
Nota: 10
Eu Recomendo: Intocáveis
inha indicação hoje traz a produção francesa 'Intocáveis'. Bastante elogiado em todos os lugares, essa 'dramédia' surpreendeu. Baseado em fatos reais, 'Intocáveis' conta a história do empresário tetraplégico Phillipe Pozzo di Borgo, que em busca de alguém quem o auxilie, acha em Driss (Omar Sy), a pessoa adequada. Mesmo que seja sem jeito e até meio grosseiro, Phillipe se identifica com o rapaz, pois ele não o trata como um tetraplégico.
Algumas cenas são realmente bem engraçadas, mostra o quanto Driss sequer sabe o que está fazendo. O legal é que o filme jamais cai no pastelão, muito menos num dramalhão barato. Se puder assistir um filme leve, 'Intocáveis' é a minha dica.
Algumas cenas são realmente bem engraçadas, mostra o quanto Driss sequer sabe o que está fazendo. O legal é que o filme jamais cai no pastelão, muito menos num dramalhão barato. Se puder assistir um filme leve, 'Intocáveis' é a minha dica.
sábado, 5 de novembro de 2011
CD Review: Coldplay - Mylo Xyloto
Quase quatro anos depois do arrasa quarteirão ‘Viva La Vida’, o Coldplay lança seu novo álbum. Nós brasileiros pudemos ter o privilégio de ouvir as novas canções ao vivo pela primeira vez, foram quatro delas executadas no estupendo show no Rock in Rio. De cara me agradei das canções, mas queria ouvir o álbum por completo antes de dar minha opinião. Enfim, chegou o dia de ouvir o aguardado álbum, que recebeu o estranho nome de ‘Mylo Xyloto’.
A crise com o álbum ‘X&Y’ fez com que Chris Martin e cia não mais dormissem no ponto e desde ‘Viva La vida...’ quando iniciaram parceria com o produtor Brian Eno (ex-Roxy Music e produtor do U2) conseguiram repaginar sua carreira com o excelente álbum, que nos deu ‘Violet Hill’, ‘Viva la vida’, ‘Lovers in Japan’ e ‘Lost’. Novamente guiados por Eno, o Coldplay continua desafiador, ousando e criando uma atmosfera sonora que praticamente inexiste nos dias de hoje. O resultado é mais uma agradável surpresa, a boa impressão do show no Rock in Rio vai além. Em ‘Mylo Xyloto’, o Coldplay entrega mais um álbum consistente, porém não perfeito. “Paradise”, o atual single é candidata é clássico, e é impossível você não repetir o ‘Para...para...paradise..ôÔôÔôÔôÔ, que apesar da repetição, não é enjoativo em nenhum momento. “Charlie Brown”, ‘Hurts like heaven”, “Major Minus”, “Every Teardrop Is a Waterfall” também merecem destaque.
Porém...pois é, sempre existe um porém. O álbum sofre uma queda com a faixa ‘Princess of China’, parceria do Coldplay com Rihanna, soa forçada demais e me parece mais uma estratégia mercadológica do que uma genuína parceria. Outro fato que incomoda um pouco são faixas falsas, que na verdade são vinhetas para uma próxima canção, deixam as coisas um pouco confusas. Pois quando você vê o CD já está quase concluído e você pensa? Perai, mas são 14 canções. O problema dessas falsas faixas é que são curtinhas, durando segundos. Não prejudica o álbum, mas confude um pouco. Apesar dos pesares, o Coldplay conseguiu de novo, para apreciadores de boa música, a banda consegue ousar, mas sem afastar o ouvinte com idéias absurdas, deixando seu produto quase inaudível. A crítica como sempre vai detestar, mas para os fãs é mais um álbum para ouvir muitas e muitas vezes, sucesso já está fazendo.
Faixas:
1. Mylo Xyloto
2. Hurts Like Heaven
3. Paradise
4. Charlie Brown
5. Us Against The World
6. M.M.I.X.
7. Every Teardrop Is A Waterfall
8. Major Minus
9. U.F.O.
10. Princess Of China
11. Up In Flames
12. A Hopeful Transmission
13. Don’t Let It Break Your Heart
14. Up With The Birds
Faixas:
1. Mylo Xyloto
2. Hurts Like Heaven
3. Paradise
4. Charlie Brown
5. Us Against The World
6. M.M.I.X.
7. Every Teardrop Is A Waterfall
8. Major Minus
9. U.F.O.
10. Princess Of China
11. Up In Flames
12. A Hopeful Transmission
13. Don’t Let It Break Your Heart
14. Up With The Birds
Nota: 8,5
Assinar:
Postagens (Atom)
Seguidores
Ocean of Noise
- Renatornc
- Florianópolis, Santa Catarina, Brazil
- Renato Cunha 28 anos Propósito do blog: Mais um veículo dedicado ao mundo pop. Com minhas próprias palavras colocarei o que penso sobre a arte em geral. E-mail: renatornc@hotmail.com

.jpg)








_poster.jpg)








